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A mostrar mensagens de 2016

Quando a morte chega sem avisar

E assim, de repente, somos lembrados da nossa pequenez, da nossa insignificância em relação ao mundo e à natureza; da nossa impotência, da nossa falta de preparação para o fim.
E assim, de repente, somos lembrados de que as coisas fúteis que nos preocupam no dia a dia são exactamente isso, coisas fúteis.
De repente damos por nós a pensar o quanto gostaríamos de ter estado mais vezes com aquela pessoa, o quanto gostaríamos de ter demonstrado mais, dado mais, falado mais... e já não podemos.
A sensação de vácuo, de apatia, enche-nos o corpo e a alma.

E assim, de repente, sou confrontada com a notícia inesperada e chocante. Não vou aqui contar detalhes do sucedido - it's not my story to tell - apenas tentar colocar em palavras aquilo que senti, e que ainda sinto quando penso no assunto.

Tenho ainda uma memória tão vivida da pessoa, parece que foi ontem. Fez parte daquele que foi, possivelmente, o melhor ano da minha vida, embora de forma indirecta. Ter lembranças de alguém que já não…

Sobre a solidão

Não, eu não me sinto sozinha quando em casa apenas com os meus gatos.
Não, eu não me sinto sozinha quando cozinho só para mim.
Não, eu não me sinto sozinha quando vou passear comigo mesma.
Não, eu não me sinto sozinha por morar sozinha,

Eu sinto-me sozinha quando converso com alguém, oiço tudo o que a pessoa tem a dizer, dou a minha opinião e/ou conselhos, mas quando é a minha vez de falar apenas recebo respostas vagas, respostas monossilábicas, emojis...
Eu sinto-me sozinha quando me apercebo que as pessoas apenas perguntam se está tudo bem por cortesia, não porque realmente querem saber se estou bem.
Eu sinto-me sozinha quando estou com alguém e a pessoa não está a prestar a mínima atenção ao que eu estou a dizer.
Eu sinto-me sozinha quando sou bombardeada por desabafos e não me dão espaço nem tempo para fazer o mesmo.

Aquilo que não quiseste ouvir...

Queria-te...
Queria-te especialmente por me pareceres mais delicado...
Queria-te para algo sério, porque não me pareces ser do tipo que gosta de aventuras.
Queria-te porque te gostava...
Gostava da maneira como me fazias rir das coisas mais parvas e, principalmente, de mim própria.
Gostava da maneira como mudavas de expressão quando o assunto era sério.
Realmente achei que fosse desta; quando estamos apaixonados achamos sempre que "é desta", mas contigo esse sentimento foi mais forte.
Pensei que fosses tu que me irias ajudar a construir um ninho, fazer-me parar de saltitar de galho em galho.
Realmente achei que fosses tu.
Porque as nossas personalidades encaixavam de tal forma que não podia haver erro.
Parecia que se avizinhava uma daquelas relações saídas de uma qualquer série de comédia romântica, daquelas que vão crescendo com o tempo, tornando-se mais fortes e intensas.
Não sou fã de coisas instantâneas, por isso aos meus olhos era tudo tão simples e perfeito.
Houve mome…