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A mostrar mensagens de Junho, 2016

Quando a morte chega sem avisar

E assim, de repente, somos lembrados da nossa pequenez, da nossa insignificância em relação ao mundo e à natureza; da nossa impotência, da nossa falta de preparação para o fim.
E assim, de repente, somos lembrados de que as coisas fúteis que nos preocupam no dia a dia são exactamente isso, coisas fúteis.
De repente damos por nós a pensar o quanto gostaríamos de ter estado mais vezes com aquela pessoa, o quanto gostaríamos de ter demonstrado mais, dado mais, falado mais... e já não podemos.
A sensação de vácuo, de apatia, enche-nos o corpo e a alma.

E assim, de repente, sou confrontada com a notícia inesperada e chocante. Não vou aqui contar detalhes do sucedido - it's not my story to tell - apenas tentar colocar em palavras aquilo que senti, e que ainda sinto quando penso no assunto.

Tenho ainda uma memória tão vivida da pessoa, parece que foi ontem. Fez parte daquele que foi, possivelmente, o melhor ano da minha vida, embora de forma indirecta. Ter lembranças de alguém que já não…