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Leidenschaft - A Paixão Inesperada

Há muito tempo que sabia o seu nome, que idade tinha, de onde vinha. O meu melhor amigo falava-me dele muitas vezes, tantas que por vezes parecia que já o conhecia, mas não passava disso: uma pessoa que apenas conhecia por ouvir falar dela. Começou por ser uma brincadeira entre mim e o meu melhor amigo, picardia recorrente durante os nossos cafés, piadas sobre quem levaria o "prémio". No entanto, inconscientemente, comecei a reparar mais nesse rapaz cada vez que o via, ou estávamos com ele. Comecei por gostar dos seus trejeitos, do seu sorriso, do seu riso. Comecei a querer saber mais sobre ele; embora seja difícil às vezes, devido a uma certa timidez de ambas as partes. Pergunto-me, porquê? Por que razão me apego tão depressa a alguém? Comecei a pensar nele quando acordava e, quando ia dormir, sonhava com ele. Comecei a sentir-me irritada cada vez que alguém tentava chegar perto dele, metaforicamente falando, através de piadas. Comecei a sentir saudades. Foi então que perc...

Sinners VII

Disseste que não traias... mas ali estavas tu, no mesmo lugar que eu, tão perto de mim como eu de ti, a querer e a fazer-me querer o mesmo que tu... Então porque o fizeste? Foi difícil resistir... ela não soube... Quem nunca o fez que aponte o dedo, correndo o grave risco de o vir a fazer... Nunca digas nunca, a nada! Seja para o bem ou para o mal... somos seres humanos, vivemos de instintos... Nascemos do pecado... Morremos pecadores...

Sinners VI

60 km era a distância que nos separava. Mas não era o suficiente para nos mantermos afastados. Ainda hoje me pergunto o que havia de especial, que química era aquela entre nós que te obrigava a percorrer 120km para ter apenas 120 minutos de prazer. Perdi a conta das vezes que o fizemos, mas recordo cada detalhe. Lembro-me de como haviam noites em que a lua nos iluminava enquanto nos devorávamos até à última gota de suor. A natureza era a nossa única testemunha e os bancos de trás do teu carro o nosso leito de deleite. Tentava manter-me afastada de qualquer tipo de sentimento mais profundo e concentrar-me apenas na satisfação carnal, mas era difícil. Também tu o tentavas, impedindo-me de te fazer carícias após o acto. É interessante como guardo na memória o cheiro a Johnson&Johnson do teu cabelo quando ele roçava no meu regaço, enquanto me cobrias de beijos. Três anos de desejo saciado apenas interrompido pelas nossas respectivas relações que vieram pelo meio. Posso nunca mais encon...

Sinners V

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tenho uma tendência inata para me interessar por pessoas supostamente impossíveis. mais engraçado é quando essas pessoas deixam de ser impossíveis.~ passam a ser garantidas e ali estamos nós...

Prisão Emocional 7º capitulo

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Existem várias formas de alguém se sentir preso a uma pessoa emocionalmente... Quando se ama alguém com uma paixão imensa, sentindo atracção quase que fatal, mas ao mesmo tempo somos o melhor amigo dessa pessoa e sabemos que não há qualquer hipótese de ser algo mais; queremos fugir, mas ao mesmo tempo ficar. Quando alguém nos ama e faz tudo por nós, embora nós não sintamos o mesmo, quando já exsite amizade é dificil largar, torna-se numa situação inversa à anterior, acabamos por nos sentir um pouco culpados por não conseguir dar a essa pessoa o que ela merece e ficamos presos a esse sentimento. Isabel não se conseguia concentrar na voz da professora, só ouvia as vozes dos seus pensamentos, apenas conseguiu registar a primeira metade da aula de Psicologia. A noite anterior tinha sido um pouco cansativa, não por ter dançado até não poder mais, mas foi cansativa para o seu cérebro. Foi obrigada a fazer um esforço enorme para se controlar perante os olhares e os comentários indirectos de ...

Sinners IV

"Take me in your arms and never let me go" Pelo menos por esta noite... Sinto o teu cheiro mesmo estando longe, não conheço o teu toque mas recorro à imaginação e invento um toque suave e carinhoso, fugaz e ardente, forte e incessante... dependendo da parte do corpo, dependendo da maneira como te quero em cada noite. Às vezes quero-te por inteiro, outras vezes peço apenas o teu corpo. Dá-me apenas o teu corpo esta noite, deixa-me ser egoísta, usar-te como um fantoche... Faz apenas aquilo que eu mandar, não levantes objecções, hoje és meu, mas eu não sou tua... Amanhã de manhã é um novo dia, não esperes que eu me sinta igual, inconstante é o meu nome do meio... Talvez amanhã queira somente a tua compreensão e as tuas palavras... mas deixemo-nos de suposições, vive o agora...

Sinners III

"é engraçado como fizeste-te mulher e ao mesmo tempo continuas menina" Ouvi esta frase num sonho, de repente tudo fez sentido e ficou claro na minha cabeça. Penso em ti porque sei que gostas de mim de qualquer das maneiras, de certa forma amas-me, obviamente que não é de paixão, mas não deixa de ser uma forma de amor... Penso em ti porque sei que saberias que apesar de parecer uma doidivanas, continuo a ser a mesma menina por dentro, com o mesmo coração por vezes frágil... Sei que a maior parte das pessoas não me conhece realmente, daí eu sentir necessidade de amar alguém que me conheça, que me ame, que me proteja. Talvez seja essa a razão pela qual o meu pensamento se encaminhe sempre para ti... cada vez que me sinto irada com a criatura "homem", cada vez que estou magoada e preciso de colo. Essa mistura fatal de colo, carinho, mimos, atracção, tesão, sexo... é essa a minha procura, e quando não a acho, sei que a encontro em ti! No meio de fantasias, dou por mim a ...

Sinners II

É como se sonhasse com isto desde criança. Não sei explicar, nem sei que nome dar a isto que sinto, devia ser proíbido! Mas não me consigo impedir de fantasiar contigo, as coisas que penso, que imagino... não conseguiria imaginar com mais nenhum de nós! Parece patético, chama-lhe platónico, só sei que se acontecesse provavelmente não sentiria remorsos! Cada vez que mergulho nestes pensamentos fantasiosos julgo ouvir a tua voz a dizer "não, isto não está certo". Mas o que é que importa? O que é que importa a idade ou o laço que nos une? Esqueço-me disso e só quero que me toques. Se isto for uma espécie de amor, então deve ser o mais puro, embora germine no seio de um grande pecado! Acho que nasceu comigo; não sei o que fui noutra vida, nem sequer sei se acredito noutra vida, mas nesta tenho a certeza que devo ter nascido com fogo a mais no sangue. Tento arrepender-me, mas quanto mais tento, mais necessito... Desejo-te... Desejo-te cada vez que me sinto só... Desejo-te cada vez...

Sinners I

Quem já não foi? Quem não é? Quem pode dizer com toda a certeza que nunca será? Ninguém, porque sinceramente é o que o ser humano melhor sabe fazer...pecar! Já nasceu comigo, queres-me apontar o dedo? Olha primeiro para ti, duas vezes. Podias-me ter tirado daqui, preferiste fugir.

Prisão Emocional 6º capitulo

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Isabel preparava-se para o segundo encontro com Verónica, o primeiro depois de ter descoberto que ela a sentia como uma ameaça. Isabel não percebia por que razão seria uma ameaça para Verónica, talvez fosse por ter gostado de Pedro há uns anos atrás, mas mesmo assim não fazia sentido, já não nutria esse tipo de sentimento por ele há imenso tempo e, na altura em que o sentia, ela ainda não o conhecia. Isabel gostava de Gui, por mais que lhe custasse admitir, ainda o amava e não era fácil esquecê-lo. Fora muito mais fácil esquecer Pedro e também menos doloroso gostar dele, apesar de nunca ter tido nenhuma oportunidade com ele. Essa era, definitivamente, uma das grandes mágoas de Isabel, nunca lhe fora dada qualquer oportunidade por parte das pessoas que amou. Gui foi o único que tentou... Isso fazia-la sentir-se péssima quando alguém lhe pedia uma oportunidade, como por exemplo o Bruno, pois ficava a pairar sobre dois caminhos completamente opostos; por um lado não queria fazer o que lhe...

Prisão Emocional (5º capitulo)

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- Eu amo-te! Custa assim tanto dares-me uma oportunidade? É incrível como dás valor a pessoas que não merecem e a mim tratas como se eu fosse lixo... nunca tentas, ficas sempre na promessa, eu nunca vi resultados... Bruno tinha telefonado a Isabel nesse dia, o discurso foi de tal maneira enorme que ela nem se conseguia lembrar de metade das coisas que ele lhe dissera. Mas as suas palavras continuavam a martelarem-lhe na cabeça como se não conseguisse ouvir nada mais. Eram palavras injustas algumas, do ponto de vista de Isabel. Não sabia o que fazer, não o queria magoar, por isso não aceitava ficar com ele novamente, mas por outro lado sabia que ele também estava a sofrer pela rejeição. Mas afinal o que é mais justo? Sofrer pela rejeição, ou viver numa ilusão e acabar magoado na mesma? A cabeça de Isabel parecia um moinho de vento a rodar em toda a velocidade e sem chegar a lado nenhum! Continuava presa aquele sentimento que nutria por quem não devia, que não conseguia sequer controlar...

Prisão Emocional (4º capitulo)

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O dia estava carregado de nuvens negras prestes a rebentar com uma trovoada, Isabel nem se atreveu a sair de casa, o céu metia medo até à alminha mais destemida. Gostava de ver os raios adornarem o céu negro da noite, mas tinha de ser na segurança do seu prédio, preferia trovoada com chuva, embora na cidade uma trovoada seca não fizesse tanta diferença devido a todos os apara-raios dos prédios. O tempo parecia querer reflectir o estado de espirito de Isabel, que estava igualmente carregada de energia negativa prestes a explodir, a diferença é que ela não estava a conseguir explodir como a trovoada que agora tinha começado. Precisava de se distrair com qualquer coisa, mas não se conseguia concentrar em nada, nem no livro que estava a ler, nem na tv, nem no que queria escrever... estava a sentir fome, não fome de comida, mas fome de desejo, fome de pele macia e transpirada, fome de prazer inexplicável... Oh meu Deus, no que ela estava a pensar novamente, quando é que aquilo iria acabar; ...

Prisão Emocional (3º capitulo)

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Tinham passado três dias desde o aniversário de Pedro, mas Isabel continuava enterrada numa tristeza sem fim à vista. Sentia saudades de tudo o que passou, pensava várias vezes se voltaria a acontecer, ao mesmo tempo que tentava convencer-se de que isso seria impossível. Continuavam a estar juntos, a rir juntos, fazer compras juntos, afinal de contas eram os melhores amigos um do outro... - Está tudo bem? - Sim está. - Não parece, não me enganes. - Não me apetece falar sobre esse assunto agora... - Ah então sempre há alguma coisa. - Sim, como se eu te conseguisse esconder. - Ainda bem que sabes que não consegues! Quando quiseres falamos disso. - Ok; mas por agora vamos continuar o passeio. Como iria Isabel dizer aquilo? Dizer que tinha saudades dos seus lábios ardentes tocando os seus, aquela sensação maravilhosa que a levava ao paraíso, das suas línguas brincarem uma com a outra, de toda aquela magia ternurenta que a fazia sentir como se estivesse numa montanha russa de sentimentos, n...

Prisão Emocional (2º capitulo)

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A discoteca ficava na cave de um centro comercial no centro de Lisboa, era bastante alternativa, mas agradável. Isabel já lá tinha estado antes, mas só se lembrou disso quando entrou. No meio daquela confusão ninguém tinha apresentado a rapariga que tinha chegado atrasada ao jantar, no entanto, Isabel veio a saber que se chamava Verónica. Parecia ser tímida, não falava com ninguém apenas com quem falava com ela ou com o próprio Pedro, mas mesmo assim havia qualquer coisa naquela rapariga que deixava Isabel de pé atrás. A música tinha ficado convidativa e a pista começara a encher, Isabel, Sofia, Pedro e mais dois rapazes, incluindo o irmão do aniversariante, formaram uma roda perto do balcão do bar e começaram a dançar. Entretanto Isabel começou a ficar cansada e foi para os sofás onde se encontrava o resto dos amigos. A música mudou, era uma música que ela conhecia mas não se lembrava de onde, trazia-lhe memórias... eles sairam da pista e foram sentar-se também. Isabel tinha ficado pá...

Prisão Emocional (1º capitulo)

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O telemóvel vibrou, fazendo um grande ruído em cima da mesa de cabeceira. Eram 10h da manhã num sábado chuvoso de inverno, Isabel abriu os olhos a custo pois na noite anterior tinha-se deitado tarde. Deu um pulo da cama quando sentiu um peso nas suas pernas, a gata tinha saltado para cima dela. Sentou-se na cama e leu a mensagem que tinha recebido. Era de Pedro, nada que surpreendesse Isabel, ele estava quase a fazer anos. E, tal como ela calculara, era um convite: No próximo sábado haverá um jantar em Lisboa para festejar o meu aniversário, estás convidada, espero que vás, estou a contar contigo. Bjs Isabel respondeu de imediato sem hesitar, disse que estaria presente e perguntou também se haveria saída. Pedro respondeu que sim, mas que ainda não tinha decidido o local. Chegado o dia, Isabel lá foi para Lisboa. Ia até ao Colombo e Pedro iria buscá-la, a ela e a Sofia. Tiveram que esperar 20 minutos como de costume, ser pontual não era o forte dele. Por conseguinte chegaram também 20 m...

Carrossel (20º capitulo)

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Era sábado finalmente e era o seu dia de folga! Como coincidia com a folga de Gui, Isabel resolveu convidá-lo para um passeio na Baía, tal como nos velhos tempos. O clima estava óptimo para passeios, estava sol, mas não muito calor, corria uma brisa fresca que lhes fustigava a cara suavemente. Talvez fosse do sol e das suas propriedades causadoras de boa disposição, os dois não conseguiam parar de rir e dizer disparates. Até que se tiveram de sentar, pois já lhes doía os abdominais e até as bochechas de tanto rir. - Que ano este! - Podes crer, cheio de atribulações, principalmente no que toca a ti! - Mas finalmente essas atribulações acabaram, já não era sem tempo! - Gosto mais de te ver assim, feliz e contente! - O que tu queres sei eu! Ahahah Sem qualquer aviso, Isabel aproximou-se de Gui e espetou-lhe um beijo, desatando-se a rir depois ao olhar para a cara de espanto do amigo. - Porque raio fizeste isso? - Então porque está tudo a voltar ao inicio, mas de forma revertida. Ahahah O ...

Carrossel (19º capitulo)

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-Olá! -Olá Daniel! - Tudo bem? -Tudo óptimo! E ctg? - Tb. Queria saber como ficaste depois da nossa última conversa... - Ai sim? Porquê, agora preocupas-te é? - Compreendo que estejas chateada comigo, não agi bem. -Ainda bem que admites. Agora faz-me um favor, volta a falar comigo apenas quando deixares de ser infantil! Porque, tal como tu, se eu quiser aturar crianças vou trabalhar para um infantario, ou então tenho filhos! E assim terminou a conversa, pode ter custado as entranhas a Isabel, mas foi o melhor que fez, não podia continuar a deixar toda a gente pisar-lhe em cima. Fechou a janela de conversação com Daniel e concentrou-se na de Sara, pois dali sairia uma conversa muito mais interessante com toda a certeza. Mais uma noite de conversa entre as duas, embora desta vez tenha acabado mais cedo porque Isabel ia começar a trabalhar no dia seguinte e não queria chegar atrasada logo no primeiro dia! Nunca lhe tinha sido tão fácil acordar às 7h da manhã. O dia estava lindo, nem uma n...

Carrossel (18º capitulo)

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Isabel e Sara trocaram os seus emails e os seus números, após uma valente gargalhada sobre o que se tinha passado. Pode-se dizer que ganharam uma nova amizade e estavam ambas contentes por isso. Assim que chegou a casa, Isabel ligou o computador para poder adicionar Sara nos seus contactos. Nessa noite não havia nada que as descolasse do ecrã, ficaram horas a conversar sobre rapazes, sobre objectivos de vida, sobre o passado das duas. Isabel só se conseguiu levantar cedo no dia seguinte porque sabia que ia ter com Gui e isso era razão que bastasse para ela dar um pulo da cama. Estava desejosa de lhe contar tudo. - Sim achei piada, mas o mais importante é que fiz uma nova amizade. Ontem ficámos horas a falar, se não fosse por ti não me tinha levantado da cama hoje! - Fico feliz por ti, acho bem que estejas a esquecer a outra personagem... - Nem me fales! Nunca mais falei com ele, ele se quiser que venha falar comigo. - Claro. Ele é que errou, ele é que tem de dar o braço a torcer não tu...

Carrossel (17º capitulo)

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- Posso saber porque é que me trouxeste para aqui? - Porque achei que ias gostar, além disso é nova. - Ahahah está bem, já percebi que disco é, está escrito por cima da porta das casas de banho. - Segundo ouvi dizer, isso foi apenas uma brincadeira que a dona decidiu fazer com o nome, o nome original é mesmo apenas Luv, de amor. - Ah que interessante. E ela é? Estou a perguntar porque reparei que não entram rapazes heteros aqui. - Penso que sim. Mas só entram alguns porque a maior parte vem aqui para ver as raparigas... percebes? E isso é um pouco incomodativo para elas. - Sim compreendo. Faz sentido, isto não é uma boite! Vocês homens, por vezes, são muito inconvenientes. - Espero que não me estejas a incluir a mim! Depois de uma gargalhada, foram buscar as bebidas e dançar. A música estava óptima, de repente Isabel foi transportada pela memória até à noite em que conheceu Daniel, sentiu um arrepio na espinha, uma melancolia queria apoderar-se dela. Tentou ao máximo afastar esse senti...

Carrossel (16º capitulo)

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Já chega! Isabel fartou-se, estava cheia de coisas na cabeça e nem sabia para onde se virar primeiro, então decidiu. "Vou-me virar apenas para mim". Aproveitando o facto de Tiago lhe ter ligado para irem sair, escolheu a melhor roupa que tinha para vestir. Tiago disse-lhe que iriam a um lugar especial, era uma discoteca nova, mas não quis revelar mais nada. Acrescentou apenas que ela iria conhecer a sua nova namorada. Por um lado Isabel sentia-se aliviada por ele ter alguém, embora não soubesse explicar porquê. Passou, no mínimo, duas horas na casa de banho a arranjar-se, pintou as unhas, maquilhou-se maravilhosamente bem (até ficou espantada com o resultado), vestiu então a sua saia preta e a sua camisola decotada, igualmente preta; calçou umas botas de meio cano e estava pronta. Visto de longe até parecia um vestido completo. À tarde tinha ido ao cabeleireiro, por isso tinha agora o cabelo preto com madeixas vermelhas e roxas, escadeado e com franja. Sentia-se outra, como s...