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E foi assim que tudo começou... em Novembro de 2007

*horas antes*
"Amiga, posso levar um colega meu do curso para tomar café connosco, ele também mora aqui na Cruz de Pau e ainda não conhece muita gente para além da turma"
"Claro que sim!"

*já no café*
"És de onde?"
"De Castelo Branco"
"De Castelo Branco cidade, ou de algum outro sítio do distrito?"
"Não, de uma terrinha de lá"
"Podes dizer o nome da terra *risos* eu fiz a secundária na Sertã, que é a terra da minha mãe, conheço algumas terrinhas para esses lados"
"De Proença-a-Nova, ou melhor de uma terrinha lá perto, chamada Atalaia"
"Ah Proença eu conheço, ia lá às vezes com o meu ex-namorado. Conheces Sobreira Formosa? Ele é de lá"
"Conheço, andei lá na escola. Como é que ele se chama?"
"Rodrigo... Cardoso"
"Tem uma irmã chamada Rita??"
"Sim tem, porquê? conheces?!"
"Ya, ela também andava lá na escola. E conheço-o de vista!"
"Uou 'tás a gozar? E foi preciso eu voltar para a Amora e tu vires para aqui estudar para nos conhecermos!"
"Sim, e eu costumo ir à festa da Sertã!"
"Não me digas que também foste ver o Mickael Carreira?? *risos*"
"Ya fui ahahahahah 'tavas lá?!"
"Estava, às tantas passámos um pelo o outro sem fazer a mínima ideia de que nos iríamos conhecer!"

E foi com esta conversa de café - café esse combinado com uma amiga minha já dos tempos da escola preparatória e que viria a ser a turma dele - que começou uma amizade para a vida.
Apaixonaste-te; apaixonei-me... ainda me lembro da mensagem em que, indirectamente, me pediste em namoro. Da primeira vez recusei, à segunda fui eu que pedi. Pela primeira vez soube o que era realmente a felicidade de estar com alguém de quem se gosta e que gosta igualmente de nós. Depois vieram as revelações, as lágrimas, a traição... Lembro-me como se fosse ontem a noite em que acabaste o namoro pela primeira vez; aquele banco de jardim nunca irá ser o mesmo, nem as escadas do prédio. A segunda foi pior, nem quero falar nisso. Custou-me perder algo que me dava tanto conforto e felicidade. Soube naquele momento que não iria voltar a ter algo assim tão genuíno.

Depois veio a reconciliação, porque ambos percebemos que, apesar de tudo, já não conseguíamos estar longe um do outro. Longe do riso, dos abraços, do apoio, do carinho... de tudo o que nos une e nos torna num único ser.

Somos almas-gémeas, não por sermos totalmente iguais, mas porque nos equilibramos um ao outro e daí vem tanta sintonia. Conseguimos ler os pensamentos um do outro só com um olhar (ou com um simples levantar de sobrancelha). Penso que, além de tudo o resto, é esta necessidade de equilíbrio que nos faz sobreviver a tudo, a todos os altos e baixos que já tivemos: aos meus ciúmes momentâneos, à tua frieza momentânea, à inveja dos outros. Às vezes é como se puxássemos um elástico em direcções opostas, mas no final de contas acabamos unidos novamente, porque o elástico nunca se parte, volta a encolher.
Amo-te por tudo o que tu és, como tu és e, principalmente, por me aturares tão bem... quando estou eufórica, quando estou bêbeda, quando estou triste, quando estou insegura, quando só me apetece é desaparecer e a ti só apetece dar-me estalos, quando estou apaixonada (que é quase o mesmo que quando estou bêbeda, mas com um upgrade de romantismo exacerbado e mete-nojo), quando estou assim-assim e quando pura e simplesmente estou.

Adoro quando adormecemos após horas de conversa sem precisarmos de dizer: é agora, vamos dormir. :D
Adoro poder ser parva contigo e traumatizar os outros com a nossa parvoíce crónica.
Adoro quando olhamos um para o outro: "Vamos falar a sério!" e desatamos a rir.
Adoro as nossas conversas filosóficas a caminho da discoteca (aquela rua deve ter algum tipo de poder sobre nós).
Adoro agarrar em ti na discoteca e dizer: Preciso de dançar! Ou eu danço, ou eu desato a chorar. Eu prefiro dançar!
E podia continuar esta lista infindável, mas quero ter alguma coisa para escrever no ano que vem! <3 p="">
Ah adoro não precisar de dizer todos os dias o quanto gosto de ti e o quanto és importante na minha vida, porque aquilo que nos une é mais forte que simples palavras!

Kuss @ 28

Ps: adoro lembrar-me da conversa que transcrevi ao início deste texto e pensar: foi o destino, porque não há outra explicação.




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