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Há coisas fantásticas, não há?

Por vezes sinto que ando aos círculos nesta vida, afastando-me deles apenas por momentos.

Sou um pouco americana quando penso "everything happens for a reason" - tudo acontece por um razão, ou, por outras palavras, como costumo dizer em português, tudo acontece porque tem de acontecer - no entanto, não gosto muito de pensar nisto num sentido de predestinação, mas sim, no sentido em que tudo o que acontece serve-nos de aprendizagem, para o bem ou para o mal. Não perco muito tempo a pensar no que me está destinado, ou deixa de estar, considero que isso é uma perda de tempo, perdoem-me os crentes. Prefiro pensar que vou obter o que desejo por me esforçar, por lutar por isso, por trabalhar, não por estar escrito nas estrelas ou coisa do género; penso que seja uma forma mais saudável de ver a vida e de darmos valor a nós próprios, e de não nos sentarmos à sobra da bananeira à espera que chova ou faça sol.

E comecei a falar nisto porquê? Não me queria perder da verdadeira razão que me levou a escrever isto, mas o certo é que este tema poderia dar pano para mangas. Comecei a falar nisto pois, não sei se já se deram conta, existem certos eventos nas nossas vidas que parecem ser cíclicos, tal e qual as crises económicas no mundo (não resisti). Bom, vou-me focar num evento da minha vida em particular, até porque se falasse em todos depois ficava sem assuntos para escrever no blog (lol).
De quando em vez lá me encontro com uma certa pessoa, pessoa essa que conheço há mais de dez anos; o engraçado da questão é que ela "aparece" sempre em momentos da minha vida nos quais me sinto mais em baixo. Normalmente, as razões pelas quais me sinto deprimida nessas alturas prendem-se sempre com aquela espécie do sexo oposto, que eu continuo a considerar mais complicada que eu. Logo, isto ainda torna a questão mais engraçada e peculiar, e circular; essa pessoa também é da espécie do sexo oposto e também já me deu algumas dores de cabeça, não tantas como aquelas que outros me dão agora, pois a idade era outra.

Como disse anteriormente, não gosto de pensar no destino, mas não consigo evitar relembrar as palavras de alguém, que nos conhece a ambos, cada vez que me encontro com ele: "vocês ainda vão acabar casados".
*Um dia destes, quando ele ganhar juízo... talvez, nunca se sabe... por enquanto ficamo-nos por encontros casuais, até porque ele diz que assim dá mais pica. Qualquer pessoa ficaria a pensar: "mas que estúpido e insensível", mas cá para mim estúpido e insensível é alguém fazer-nos gostar dele/a e depois dar corda aos sapatos; a única razão pela qual tolero, aliás até acho giro, este comportamento e este tipo de conversa vindos dele, é que pelo menos ele é sincero e directo. Não espero nada dele, porque ele faz questão de não me dar esperanças; eu sei o que ele quer e ele sabe o que eu quero, ninguém se magoa.

Voltando à questão dos círculos da vida; considero isto o evento cíclico mais evidente da minha vida, pela simples razão de isto não acontecer deste ontem, e sim desde há 7 anos. Ficamos uns tempos sem sequer nos vermos, mesmo morando perto, mas acabamos sempre por esbarrarmo-nos nas ocasiões acima descritas. Se isto significa algo, não faço ideia, só indo "à bruxa" para descobrir provavelmente, sendo que acho melhor não saber, ficarei quieta. No entanto, continuo a achar que se o fim desta história fosse um casamento, daria um excelente livro!


*inspirado na letra da música "um dia destes" dos Da Weasel.

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