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Fechado para Balanço

Não, não estou a falar do blogue, e muito menos tenho uma loja e preciso de a fechar para que possa efectuar um balanço económico. O que está fechado para balanço é, na verdade, o meu coração. Sinto essa necessidade devido ao desmesurado turbilhão de emoções em que me encontro, portanto faço uma pausa (não com Kit-Kat, embora desconfie que hei-de apreciar bastante a companhia do chocolate) para me poder encontrar - seja lá o que for que isto signifique -, para poder ter forças para espantar definitivamente fantasmas antigos que ainda perambulam por aqui.

Tempo para repensar as minhas atitudes, as atitudes dos outros perante mim, e como tudo isso me afectou e continua a afectar, é o que eu preciso. Preciso perceber de uma vez por todas do que realmente necessito, pois aquilo que tenho vindo a querer (ou quem tenho vindo a querer) nos últimos anos não tem correspondido àquilo que me é necessário, entendo isso agora. Não quero com isto parecer estar-me a vitimizar, pois sei perfeitamente a pessoa que sou e que atitudes tomei; não sou nenhuma santa nem pretendo ser e o facto de ter essa noção levou-me muitas vezes a pensar que tudo aquilo que me acontecia, todo o azar que tenho tido em questões sentimentais, era nada mais, nada menos que o meu castigo, o meu karma. Ainda penso nisso muitas vezes, mas sei que pensamentos negativos em nada me ajudam.

Para além do meu estado de turbulência emocional, outros factores contribuíram para esta minha "revolta", chamemos-lhe assim. Um deles foi o profundo sentimento de saudade em relação a uma determinada pessoa e o não saber o que fazer com ele, é um pau de dois bicos: se a exprimo corro o risco de levar uma resposta humilhantemente seca; se não a exprimo é verdade que fico sem saber, no entanto fico também sem a humilhação. Outro foi o facto de ultimamente ter tido uma pontaria, especial e afinada, para conhecer gente cheia de neuras e paranóias de fazer inveja a qualquer paciente do Júlio de Matos.
Por último, a urgência de me focar nos meus objectivos pessoais, que nada têm a ver com sentimentalismos, falou mais alto.

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