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Lie With Me

"I couldn't put words to what was going on but my stomach felt like it was going to erupt under my skirt. My body getting these warm continuous blows. I thought every person in that bar could feel it coming off me. I mean, how much I wanted. How I could've fucked all of them. It's always the same, I thought, getting sex like this is always the same! The man started laughing with me, as if he knew why I was laughing."

 - Lie With Me, by Tamara Berger

Nunca pensei que alguma vez fosse fazer tal coisa, mas ali estava. Acatei as suas indicações e fui em direcção à casa de banho, enquanto ele distraia dois senhores que faziam compras. Fiquei à espera. A porta abriu-se e eu assustei-me, ao pensar que poderia ser uma outra empregada dali, mas era ele. Entrámos para o cubículo da casa de banho, sem dizer uma palavra. Encostámo-nos, cada um numa parede, de frente um para o outro. Até que ele por fim disse "sempre voltaste", ao que eu simplesmente respondi "parece que sim". Ele começou a desapertar as calças e eu percebi o que se seguiria. As minhas pernas estavam bambas. Eu sentia-me extremamente nervosa, provavelmente por ser o seu local de trabalho: prejudicá-lo nunca fez nem fará parte dos meus planos. Comecei a rir, é algo que faço frequentemente quando estou nervosa, ele riu também. Chamou-me para junto dele, eu fui e quando dei por mim já tinha a minha boca na dele, a minha língua na dele. Devo de admitir que foi provavelmente o melhor beijo até hoje. Ele passou as mãos nas minhas coxas e levantou-me a saia, continuando a passear as mãos pelo meu corpo. Pediu-me que descesse, assim o fiz. Quando voltei a subir ele agarrou em mim e encostou-me à parede, roçando-se em mim. Sem que eu tivesse tempo de reagir, baixou-me as meias e tudo o que veio atrás... voltou-me de costas e... aquilo não fazia parte dos meus planos, mas não deixou de ser interessante. Depois de alguns minutos naquilo, infelizmente não nos podíamos alongar muito, tornou a pedir-me que descesse e acabasse o que tinha começado. Após tudo terminado e limpo, ele saiu primeiro que eu, tive de ficar à espera do sinal para poder sair da casa de banho. Não sei como consegui encarar a empregada da caixa, mas fi-lo. Fui para casa como se nada fosse, mas ainda com o gosto daquele beijo na boca.


Agora o porquê de ter transcrito aquele excerto de Lie with Me; vi há pouco tempo o filme que é a adaptação do romance de Tamara Berger, e não pude deixar de me identificar, até um certo ponto, com a personagem principal Leila. Com a sua necessidade de prazer, com a sua facilidade em procurar ter o que necessita. Levou-me a questionar por que sinto essa necessidade tão grande de me satisfazer, por que razão é que a minha necessidade parece ser maior em comparação a outras pessoas, por que razão cada vez que gosto de alguém tenho sempre de enveredar por este lado nas conversas. A verdade é que não há nenhuma razão complexa, apenas adoro fazê-lo, é algo que não consigo controlar muitas vezes; a não ser que realmente não me apeteça por algum motivo, aí não há nada que me faça mudar de ideias. No entanto, cheguei a conclusão que, tal como Leila, continuo à procura de algo mais, mas esse algo mais tem de vir com uma bagagem cheia de prazer...

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