Lágrimas, serão em vão?

Não sei se mereces, não sei sequer se te importas, para dizer a verdade, não sei nada! Não sei nada para além desta dor que trago no peito, destas palavras presas na garganta que quase me sufocam, mas que, por alguma razão, não as consigo libertar!
Não sei o que sinto, não sei o que penso, não sei o que me deixa assim... se é a falta de ti, ou se é a falta de mim.
Não sei porque em tempos fui e não o sou hoje. Não sei porque tenho esta ânsia de gritar, não sei porque não o faço, talvez seja o medo de falhar.
Não sei porque busco certezas na incerteza que é esta vida. Não sei porque busco felicidade nesta terra perdida...

Sinto-me encurralada, encarcerada dentro de mim própria. Tenho tanta coisa para dizer, mas tudo fica cá dentro, depositado num cofre do qual não encontro a chave, é nessa altura que elas saem... Escorrem lágrimas no meu rosto, porque não consegui, porque não foi suficiente, porque mais uma vez não estive à altura, porque estás longe, porque eu nunca estive perto...

Perco-me em pensamentos obscuros que, quando tento afastá-los, surgem com mais força; tento expulsá-los de mim pelas lágrimas que quase me afogam; e ali adormeço, sinto a almofada encharcada quando encosto a cara, sei que os meus cabelos estão emaranhados, embora não tanto como a minha alma.

Mais um dia se passou e eu não te vi, não te toquei, não te falei, não te disse aquilo que há tanto quero dizer, direi agora, apenas porque sei que não vais ler...
A saudade demora, mas quando chega nunca mais vai embora. Saudade do quê? Saudade de ti, saudade do que nunca tive e do que nunca vi.
Saudade do que outrora vivi, saudade de quem conheci e nunca esqueci.

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