E esta é para ti! (já que vamos brincar aos recados)


Como se pode ter vontade de voltar a falar com uma pessoa que está continuamente a arranjar maneira de nos atirar à cara que nós não a amamos, de modo a parecer que temos alguma culpa? Quando irá essa pessoa perceber que, apesar de não sentirmos o mesmo que ela, ela tem a nossa amizade e ao nos apontar o dedo de tal maneira apenas está a contribuir para a destruição lenta e dolorosa dessa mesma amizade; lenta porque uma amizade não acaba de um momento para o outro; dolorosa porque magoa ambas as partes. Recuso-me a repetir coisas que já escrevi neste blog (Aqui), aliás, uma das razões que me levou a deixar de falar foi exactamente o facto de estar farta de dizer sempre o mesmo. Não podemos obrigar ninguém a gostar de nós, eu nunca o fiz e talvez por isso acabe sempre por ser amiga de quem já gostei ou gosto. Na minha opinião, se a pessoa de quem gostamos não nos retribuí o sentimento, isso não nos impede que haja uma amizade; eu penso assim: "ok, tu não me amas então vamos pelo menos ser amigos, já que não posso ser mais que isso e também não quero ser uma inimiga". É claro que nem toda a gente o consegue, eu dou graças a Deus por conseguir pois é uma forma bastante saudável de encarar a vida. Se eu estivesse constantemente a lembrar o outro de que ele não me ama, que nem tenta, provavelmente nunca iria conseguir ser amiga dessa pessoa; ou melhor, essa pessoa é que nunca seria minha amiga.

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