Vidas Intensas II

As pessoas não têm apenas actos de covardia e, por vezes, só quando se ama alguém é que se demonstra o verdadeiro carácter.
Pelas suas contas decorria o ano de 2008, prestes a tornar-se 2009. Era a primeira vez que estava a passar o fim de ano naquela aldeia, lembra-se perfeitamente do frio que fazia quando lá chegou, talvez fosse por isso que a maior parte dos convidados já estavam bem quentinhos, e ela pouco demorou a ficar igual.
O melhor amigo do dono da casa também tinha ido, este há muito que tentava e queria curtir com ela. Já depois da meia noite, conseguiram ficar a sós na sala, onde havia uma lareira para o pessoal se aquecer, conversaram e a conversa estava a ser tão sincera e coerente apesar do estado alcoolicamente bem-dispostos, que ela não resistiu e beijou-o. Ele perguntou-lhe por que tinha feito aquilo e ela respondeu que tinha sido porque lhe apeteceu e beijou-o novamente.
Começou a tornar-se mais intenso e numa segunda ocasião em que ficaram juntos e sozinhos, ele pediu-lhe para ir para a cama com ele, ela disse-lhe que não, pois não havia sítio. Então ele propôs-lhe que fossem para casa do melhor amigo (a casa onde decorria a festa era uma casinha pequena, ao lado da deste último, onde não morava ninguém) e ela voltou-lhe a dizer que não, não teria coragem de o fazer por ser na casa de quem era e, além disso, por estar lá o pai dele.
Não se voltaram a tocar nessa noite, mais por iniciativa dela; nem em mais circunstância alguma, até hoje.

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