Who Am I?

Vou tentar descrever da melhor forma, quem sou eu, no que me tornei, quem eu era, no que provavelmente serei. Vou começar do inicio, na infância, pode-se dizer que tive uma infância feliz, rodeada pela familia, aqueles que eu sabia que nunca me iriam virar as costas por nenhuma coisa miníma. Não andei em nenhum infantário até aos três anos, tinha uma ama, e gostava de lá estar em casa dela, eram a minha segunda família, a minha segunda mãe, o meu segundo pai, os meus segundos irmãos, as minhas avós (pois não conheci os meus próprios avós); mais uma vez eram pessoas em quem eu confiava, aqueles que eu sabia que não me iriam virar as costas por nenhuma coisa miníma.

Acho que nunca contei isto a ninguém mas, quando era pequena, sempre tive medo de ir para a escola, medo do que os outros iriam dizer, por ser "diferente", por ter algo fora do comum, desde muito pequena sempre tive perfeita noção das coisas, o que pode-se dizer que até é estranho, tinha medo dos olhares, das bocas; as crianças são muito cruéis, e de alguma maneira eu já o sabia!
Quando entrei no infantário do Externato onde andei, aos 3 anos, a minha conta que eu dizia que não queria ir para a escola porque ninguém gostava de mim. "era coisa de miúdos" ou talvez não, eu sentia-me realmente assim. Foi dificil até encontrar alguém que realmente gostasse de mim como sou, juntei-me então a dois colegas, um era o mais giro e defensor dos mais fracos, o outro era aquele com quem toda a gente gozava. e durante a infantil brincava maioritariamente com eles, e também com uma rapariga.

Quando passámos para a primeira classe, conheci a meio do periodo aquela que foi "amizade à primeira vista". Lembro-me bem que, quando cheguei a escola, vi a nha amiga Patrícia a brincar com outra miúda que eu nunca tinha visto ali, admito que até senti uma pontada de ciúmes, mas a partir do momento em que ela nos apresentou, as duas joanas, nunca mais nos largámos!
Foi também nessa altura que começou a minha "depressão", pode parecer exagero, provavelmente é, mas não tenho outra palavra de momento. Comecei desde cedo a lidar com a rejeição e isso, parecendo que afecta a cabeça de uma criança, começamos a perceber que temos algo de errado... pelo menos aos olhos dos outros.

eu gostava do rapaz giro de quem falei anteriormente, eramos amigos, disso não me posso queixar, mas ele gostava duma das minhas melhores amigas, aqui começa a minha sina! Eles foram o primeiro namorado um do outro, e eu? eu não podia fazer nada, não queria perder a amizade de nenhum deles, limitava-me a resignar-me. ambos sabiam o que eu sentia e não me posso queixar, eram mesmo meus amigos.
pelo menos podia contar com eles quando alguém gozava comigo. apesar de eu sempre ter sido respondona, magoava-me bastante, respondia e fazia-me de durona na altura, mas quando chegava a casa fechava-me no quarto a chorar e a pensar "ninguém gosta de mim".

entretanto os anos passaram, entrei para a preparatória, tive sorte que dentro da minha turma ninguém era assim tão horrível, pelo menos comigo, porque sabiam que levavam resposta e, como não conheciam a joana que se fechava no quarto, sentiam-se intimidados. Mas mais uma vez senti na pele o que é ser rejeitada, gostei de um rapaz no 5º ano, que era simplesmente horrível para mim, tava sempre a gozar comigo, a dizer-me que eu era feia, etc. mas eu não deixava de gostar dele, hoje pergunto-me o que raio tinha eu na cabeça. Depois no 6º ano apaixonei-me por outro rapaz, este bem mais soft (mas começou a ser mais a partir do 8º ano). No 7º ano a minha melhor amiga, Andreia, também gostava dele, e lá vem o meu karma outra vez! Ele fez questão de deixar claro, uma vez numa daquelas perguntas que costumávamos fazer por palelinhos com sim e não e depois com quadrados para pôr a cruz, que a preferia a ela! Fiquei para morrer, nem consigo descrever o que senti, mas lembro-me bem da dor.

Gostei desse rapaz até ao 12º ano, ano em que conheci um rapaz que me fez esquecê-lo, mais uma vez levei tampa e guess what? a minha melhor amiga (da secundária) também gostava dele, e teve mais sorte que eu! Não andaram simplesmente porque ele era demasiado meticuloso. Mas pelo menos, devo agradecer, esta sempre foi sincera comigo, nunca me escondeu nada, fico grata por isso e penso que é por isso que ela continua a ser uma das unicas pessoas em quem confio e sei que nunca me irá trair.
entretanto comecei a namorar com um rapaz, por acaso, para mim teria sido só uma curte, mas quando dei por mim já namorava. não me chateei, pela primeira vez alguém se tinha interessado em mim, admito que não o amei profundamente, continuava a pensar no outro. Continuei o namoro, da mesma maneira que continuava a pensar no outro, mas apenas aguentei porque gostava do meu namorado, não tanto quanto ele merecia, mas não podia dar mais! infelizmente acabou ao fim de oito meses porque não aguentei mais estar a traí-lo psicologicamente, Não me valeu de nada porque o outro continuou sem me ligar nenhuma!

(esta parte intermédia vou descrever noutro post)

Em 2007 voltei para a minha cidade por causa da faculdade e conheci um colega de uma amiga minha, que rapidamente se tornou no meu melhor amigo; depois disso apaixonou-se por mim, pediu-me em namoro, ao que recusei à primeira porque não queria arriscar outra vez. A nossa amizade foi evoluindo e depois de começarmos a curtir e de uma passagem de ano de loucos, nos anos da nossa amiga resolvi dar-lhe a oportunidade e pedi-lhe eu em namoro. começámos a namorar e devo admitir que foi o tempo em que realmente me senti feliz e foi o único até hoje. Fiquei desolada quando, depois de eu já estar completamente mergulhada no sentimento até a ponta dos cabelos, ele quis acabar.
Parecia que o mundo tinha acabado, valeu-nos a amizade que já estava construída e sólida! Continuámos amigos, continuámos a curtir. entretanto comecei a namorar com um amigo meu que já tinha tentado ter alguma coisa comigo, mais uma vez aquele erro anterior apanhou-me! Eu tentei bastante, aguentei ciumes sem sentido, mas não deu, durou dois meses. Voltei a curtir com o meu melhor amigo e, mais tarde pedi-lhe nova oportunidade. Voltámos a namorar e o que mais me doeu e que ainda hoje relembro foi que a frase dele, no último dia em que estivemos juntos, "adorei estar contigo outra vez", lembro-me de ler esta mensagem com um sorriso na cara, porque nem sequer fui eu que perguntei ele disse de livre e espontânea vontade; não condiz com o que aconteceu a seguir, no fim de semana seguinte ele traíu-me e só me contou na semana a seguir! Fiquei um mês sem falar para ele, mas não aguentámos mais que isso, pois como já disse, já éramos os melhores amigos um do outro.

Entretanto houve zangas, discussões, que não vou explicar aqui pois isso daria cabo do sistema "nervoso" do blogger; ele zangou-se comigo, afastou-se porque dizia que eu o queria prender; eu apenas tinha medo de o perder como amigo, porque já o tinha perdido como namorado! E é aqui que entra de novo a sina da melhor amiga, desta vez novamente a da preparatória! Sim admito que me sentia ameaçada, não gostava de certas e determinadas coisas, chateava-me porque se não fosse eu, ela nem sequer sabia quem ele era tão pouco! Sentia-me mais assim porque sabia que tinha sido ela que já me tinha magoado anteriormente por causa de um rapaz! Não me sentia nada à vontade e isso às vezes notavasse, segundo eles, ainda bem se querem saber! Depois de eu e o meu melhor amigo nos reconciliarmos, passado um tempo e passado algumas merdas, descubro, por ele, que eles já tinham curtido! Foi a pior noticia da minha vida, foi horrivel, nojento, fiquei com vontade de vomitar, sem exagero. O meu estômago deu voltas de 360º!!
A minha melhor amiga tinha curtido com o rapaz que eu amava mais que tudo nesta vida, e ela sabia o que eu sentia! Se vou voltar a confiar nela, provavelmente nunca! Foi e continua a ser horrível de me lembrar, sinto-me doente cada vez que me lembro!
E o mais engraçado é que foi este tipo de gentinha que me apontou o dedo! Apontaram-me o dedo por amar uma pessoa, mas depois curtem com o amor da vida da melhor amiga! Que bela moral!

E é assim que vai a minha vida, deprimente e depressiva, cheia de rejeição, incompreensão, apenas podendo agarrar-me aos poucos em quem confio. E mesmo assim, às vezes nem sei se posso confiar.

continua...

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