Carrossel (1º cap.)


Era Verão, a noite estava agradavelmente quente, ideal para passear
à beira rio fugindo do rodopio da cidade. Isabel encontrava-se em casa sozinha, era fim-de-semana e os seus pais tinham ido para a terra, mas ela não pôde. Não sabia o que fazer, andava de um lado para o outro tentado arranjar algo para se entreter e por momentos apagar aquelas imagens da sua cabeça. Era escusado, não conseguia! Deitou-se na cama, os seus cabelos longos e castanhos ficaram espalhados sobre a almofada coforme ela deixou cair a cabeça de forma brusca. Isabel não tinha mais que 1,60m, não era excessivamente magra, embora toda a gente lhe dissesse que precisava engordar, bem mas aos olhos de todos os rapazes, ao que parecia, estava muito bem assim.
Estava farta, lembrou-se então de perguntar ao seu melhor amigo se estava ocupado ou se podia ir dar uma volta por ai. Gui respondeu de imediato dizendo que podiam sair, pois também ele estava farto de estar em casa. Encontraram-se ao pé da farmácia que fica na mesma rua, mesmo a meio caminho entre ambos os prédios. Chegando um ao pé do outro nem precisaram de falar, sabiam perfeitamente para onde iriam passear.
Durante a caminhada no Passeio Ribeirinho, Isabel contou a Gui o que tinha acontecido; a primeira reacção foi de choque, depois compreensão e apoio.

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