Pensamento Hipotético (1)

Um dia alguém me disse, por eu ter enviado uma mensagem por engano que dizia qualquer coisa do género 'um dia vou-te fazer sorrir' (não me recordo bem), "tens uma visão demasido abstracta de mim", dando a entender ser impossível alguma vez eu o fazer sorrir (caso a mensagem fosse, de facto, para essa pessoa) ou até mesmo eu gostar assim tanto dele. Esta frase nunca me desceu da garganta, mas acabei por ignorar. No entanto, a nossa mente é perigosa e quando estamos mais em baixo acabamos por nos lembrar de tudo o que já nos magoou.

Ontem, estava eu a revirar-me na cama a tentar dormir quando essa bela expressão me veio à memória e pensei, ora bolas, como pode alguém, que constrói um muro de Berlim juntamente com uma muralha da China e não me deixa sequer ser sua amiga, ter a lata e o descaramento de dizer que eu tenho uma visão muito abstracta de si? Se tenho, não é por falta de tentativas minhas que ainda não deixei de ter; até pode não ser defeito e sim feitio, o facto de ter construído um muro de Berlim, pois então não me atire à cara o óbvio!

Mas depois de muito pensar neste assunto ocorreu-me outro ponto de vista também muito pertinente. Vejamos, se eu tenho uma visão demasiado abstracta dele para saber se gosto assim tanto, ele também tem uma visão muito abstracta de mim para saber que não gosta assim muito. Porque se para gostarmos de alguém precisamos de conhecer a pessoa até às vísceras, também temos que conhecer a pessoa até às vísceras para sabermos que não gostamos. Visto que essa pessoa nem deixa tentar nunca irá saber...

Claro que há sempre aqueles casos em que logo à primeira impressão "os santos não batem", mas nem sequer é esse o caso...

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